terça-feira, 17 de novembro de 2009

A Classe dominante





Na velha Inglaterra, um proeminente membro da casa dos Lordes morre ridiculamente durante uma brincadeira de auto-asfixia erótica, e deixa por testamento sua enormidade de bens, assim como o direito de ocupar o seu cargo no parlamento, para seu único filho e Herdeiro, Jack. Porém Jack é um maluco de carteirinha (o talentoso Peter O'Toole) que acredita piamente ser Deus, Jesus e o Espírito santo, e entre outras coisas, passa os dias pendurado em uma enorme cruz de madeira. Mas o restante da família está de olho na herança, e conspira ardilosamente para tirar Jack do caminho a qualquer custo.


O diretor hungaro Peter Medak chutou o balde nessa superior comédia, ácida, demolidora e britânica nos detalhes, bem à moda Monty Python. Mesmo correndo riscos (sátira não é para qualquer público) Medak não economizou em blasfêmias e ataques contra a decadente aristocracia britânica, suas bizarras idiossincrasias, sua "moral" desconcertante e seu caduco sistema de classes, institucionalizado desde sei lá quando. Um murro na cara dos ingleses que insistem em permanecer à sombra da morfética e odiosa imagem de Oliver Cromwell. Eu aposto que esse é o filme predileto de toda a turma que grita republica pelos pubs ingleses, porque ele é de fato relevante para o momento em que foi feito. Uma obra hilária, sensacional, um genuíno insulto cinematográfico.


Titulo Original : The Ruling Class
Ano : 1972
Diretor : Peter Medak
País : UK
Awards : Cannes / Globo de Ouro / Oscar / National Board of Review


Obs: a versão da postagem dispões de versões em inglês, às quais recorri para conseguir entender o inglês britânico castiço dos atores. Aconselho, à menos que o leitor seja nascido na velha ilha do norte.



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