quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Barbarella, a rainha da galáxia .


No século 41, Barbarella é a heroína intergaláctica convocada pelo presidente da terra para encontrar e deter um cientista maluco, Durand Durand (sim, o nome da banda veio daí) que havia criado uma perigosa arma de raios positrônicos. Durante a sua saga, ela gentilmente recompensa aos que a ajudam com uma boa foda !


Esse monte de bobagens é mesmo a trama (?) do filme, mas quem se importa com isso afinal ?! Acho que de todos os sexploitations já feitos, Barbarella é o que foi mais longe, já nasceu como cult instantâneo, baseado numa tira de quadrinhos, e sobretudo é um verdadeiro testamento de como a estética lisérgica foi tudo no final dos anos 60 (David Gilmour toca guitarra na trilha), e de que o amor livre era a ordem do dia. As mulheres fumavam essência de homem, os anjos tinham sexo, e a nave dela toda forrada em carpete marrom parecia mais um puteiro de quinta categoria.




Uma magnífica bobagem, absurdamente camp, e com uma Jane Fonda que era de fato a personificação máxima da beleza em forma de uma deusa nórdica, metida nos melhores modelitos (saídos da cabeça do estilista Paco Rabane), e envolvida com diversas perversões light. Um trash que é puro luxo, que sinceramente faz você se perguntar como algo assim pode ter sido produzido afinal ? O filme foi rodado em Roma, e tem mesmo a aparência de cinema popular italiano da época, com um forte traço de exagero impossível. Uma piada atemporal, que visualmente deixou sua marca. 

Titulo original : Barbarella
Ano : 1968
Diretor : Roger Vadim
País : França / Itália
Awards : Golden Laurel  




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