segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Ensina-me a viver


Harold é um jovem milionário e profundamente perturbado: seu carro é um carro funerário de segunda mão , ele simula o suicídio várias vezes por semana das maneiras mais horríveis e passa os dias frequentando velórios e enterros , para o completo desespero de sua afetada mãe. Um dia ele conhece Maude , uma mulher de 80 anos que também não regula muito bem , porém , ao contrário de Harold , é completamente fanática pela vida , e dotada de um espírito livre que fascina o rapaz criado sob severa pompa burguesa. Desse encontro surge uma singular relação que muda a rotina de ambos.


Esse filme de humor negro e final inusitado acabou se tornando um cult nos pessimistas anos do governo Nixon , não apenas pela ácida critica social , mas também pela maneira sombria como aborda os temas do existencialismo, morte, suicídio, amor. A relação dos dois é de certa forma uma materialização fílmica do choque social que ocorreu na América dos anos 70: a passagem do idealismo hippie e das idéias progressistas da então recém terminada década de 60 (a realidade de Maude - e aparentemente idéias caras ao realizador), para uma realidade mais pragmática e conservadora (a realidade de Harold) que seria a tônica à partir de então (e que atingiria o apogeu nos anos Reagan). 


Titulo original : Harold and Maude
Ano : 1971
Diretor : Hal Ashby
País : USA
Awards : Globo de Ouro / BAFTA Awards / National Film Preservation Board, USA / Festival Internacional de cinema de Valladolid



2 comentários:

  1. Esse filme é demais!
    Os suicídios são hilários e a trilha (Cat Stevens *-*)é sem igual, feita na medida!

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  2. Isso Larissa , e infelizmente é um filme um pouco menosprezado .. Sorte de quem viu !
    [ ]s !

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