terça-feira, 24 de novembro de 2009

La Jetée




Esse curta metragem de 30 minutos , unico e experimental , todo narrado em still , uma espécie de foto montagem (segundo o próprio diretor uma "fotonovela"), feito num tempo em que , por exemplo , ser cabeludo era um escândalo, é tão moderno que está a muitos anos luz de distância do seu tempo. Num futuro pós apocaliptico , cientistas enviam um homem ao passado na tentativa de salvar a humanidade da falta de recursos materiais, porém o homem acaba se apaixonando por uma bela mulher e sua viagem se transforma numa jornada intima e existencial.





Um ótimo filme, uma visão psicótica da guerra fria, e um trabalho de grande importância histórica. Esse filme é também um interessante paradoxo que diz respeito à própria teoria do cinema, uma vez que, para realizá-lo, Marker transgrediu a própria definição do que é cinema, ou pelo menos do que é o principio poético do cinema: uma imagem em movimento. Marker retrocede à escala do fotograma, da fotografia, para montar os seus planos. Esse filme-conceito na verdade não pode ser considerado como um filme ("Kino"), porém é muito mais filme do que muita coisa que mostra 24 quadros por segundos e pode reivindicar o status de "filme". É um trabalho muito interessante, com um roteiro fantástico e um final de arrepiar. (Esse filme é nada menos do que a trama que Terry Gilliam refez em os 12 macacos.)





Titulo original : La Jetée
Ano : 1962
Diretor : Chris Marker
País : França
Award : Prêmio Jean Vigo


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