terça-feira, 8 de dezembro de 2009

I Fidanzati


Giovanni deixa para trás seu velho pai e a sua noiva quando recebe uma proposta de trabalho e precisa deixar o norte da Itália para se aventurar na Sicília , em um emprego de soldador num complexo industrial em construção. Porém a saudade de sua amada Liliana, com quem troca cartas constantemente , a culpa por deixar seu pai sozinho , e o enorme choque cultural que vivencia no sul da Italia , tornam essa experiência difícil para Giovanni.



Esse é um belo exemplo do modernismo italiano , dirigido por Ermanno Olmi , um diretor que nem sempre consta entre os mais lembrados do cinema da nossa amada bota , em parte pela sua curta filmografia , em parte pela sua pegada vanguardista. Olmi , inicialmente um documentarista , utiliza muito dessa linguagem nesta obra : narrativa fragmentada e intuitiva ,  muitas tomadas em flashback , poucos diálogos , atores amadores e diversos flagrantes curiosos do cotidiano de uma Itália pouco mostrada (para mim o aspecto mais interessante) .


O comentário social é mais do que evidente , no seu retrato documental da Sicilia como um bolsão de pobreza e subdesenvolvimento . Realmente um filme muito austero e elegante , influente , docemente melancólico ,  mas sobretudo um rico desfile de imagens.



                   


Titulo original : I Fidanzati
Ano : 1962
Diretor : Ermanno Olmi
País : Italia
Awards :  Cannes

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