quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Viver a vida


Nana é uma bela parisiense que sonha em fazer sucesso como uma estrela de cinema porque acredita que é de fato bonita e talentosa . Mas enquanto as coisas não acontecem , Nana precisa sobreviver , e começa uma carreira pelas calçadas mais suspeitas de Paris , onde faz seu trottoir com os tipos mais diferentes (até com um filósofo !) , sempre sob a supervisão do seu cafetão e mentor . Mas atenção , Nana era uma prostituta que assistia a paixão de Joanna D'Arc e se identificava com a personagem !



Jean-Luc Godard  , não se pode negar , sabe causar impacto. O cara sempre prezou mais pela estética do que pelo conteúdo , e nesse filme estão todos os seus elementos chave : as tomadas longas e inusitadas , a fotografia em preto e branco , a improvisação (ele costumava dar o texto aos atores pouco antes de gravar , para aumentar o realismo e geralmente usava o primeiro take). Seu cinema é mais contemplativo , reflexivo do que narrativo , e de fato seu nome é sinônimo de Nouvelle Vague , e muito embora não haja mais nada de polêmico na temática do filme e a linguagem esteja um tanto datada,  parecendo hoje um pouco ingênua / pretenciosa , é sempre uma experiência mergulhar na obra desse mestre da vanguarda , de avassaladora infuência.


Titulo original : Vivre sa vie , Film en douze tableaux
Ano : 1962
Diretor : Jean-Luc Godard
País : França
Awards : Festival de cinema de Veneza

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