sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Barry Lyndon


Durante o reinado do rei George III , Barry , um Irlândes de classe baixa , se junta às fileiras das forças armadas britânicas , após fugir de sua cidade natal depois de duelar com um oficial inglês pelo amor de uma dama. Barry é então enviado ao continente para lutar na guerra dos sete anos , mas a sua disposição natural para a boa vida faz com que este fato sirva na verdade como uma porta de entrada para a sua escalada social .



Muito injustamente , Barry Lyndon é considerado pelos filisteus como o filme "menor" de Stanley Kubrick . Nada poderia estar mais errado ! Barry Lyndon é um filme espetacular , lindamente fotografado sob luz natural em suas belas locações , figurinos e cenários preciosos . Um filme que de fato foge da habitual atmosfera sufocante dos filmes do diretor , mas que em contrapartida sobra em singela emoção jamais vista em sua obra , (contando até com momentos genuinamente cômicos !). O fato é que Stanley Kubrick é um dos grandes mestres que o cinema teve , gênio mesmo , um cara que admiro muito e que senti bastante a sua morte , como já escrevi aqui em uma outra ocasião , exatamente num momento em que estava completamente imerso em sua obra (na verdade rolava todo sábado um cineclube com uns outros doidos e doidas , e Kubrick era a bola da vez já havia alguns sábados ! ).



Barry Lyndon é uma boa oportunidade para se apreciar um outro lado , menos conhecido deste diretor , numa obra muito elegante , soberba , uma fascinante pintura clássica que toma vida ; um conto de amor , poder e guerra na Europa do seculo 18 , com os seus costumes e circunstâncias . Um filme que ilustra muito bem a máxima de que tudo passa afinal ... Viva Kubrick !!



Título original : Barry Lyndon
Ano : 1975
Diretor : Stanley Kubrick
País : UK / Alemanha / França
Awards : Berlin International Film Festival / Los Angeles Film Critics Association Awards / Reykjavik Film Festival / Deauville Film Festival / Guild of German Art House Cinemas / London Stanley Kubrick Festival  2008: A Film Odyssey (Festival tributo à Kubrick) / Bafta UK / Oscar / Globo de Ouro / British Society of Cinematographers / Cinema Writers Circle Awards, Spain / Prêmio César França / Prêmio David di Donatello / Directors Guild of America / National Board of Review, USA / Sant Jordi Awards (Mejor Película Extranjera) / Writers Guild of America / National Society of Film Critics Awards USA

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Terra e liberdade


David , um aparentemente pacato senhor , sofre um infarto no seu apartamento em Liverpool , e mesmo socorrido às pressas , morre no hospital . Sua neta , ao remexer seus pertences , descobre através de cartas , fotos e recortes de jornais que o avô havia lutado como voluntário na guerra civil espanhola , e em flashback , começa a ser narrada a sequência dos eventos.



Esse é um ótimo filme que trata de uma maneira comovente de um dos assuntos historicamente mais fascinantes do século 20 : a terrível guerra cívil espanhola , quando na ânsia de deter o avanço fascista no mundo , milhares de voluntários vindos de várias partes do mundo se juntaram às fileiras dos republicanos que combatiam os nacionalistas de Franco. Eram as brigadas internacionais , que de fato contaram inclusive com a ajuda do doidão Ernest Hemingway , do "pequeno príncipe" Saint-Exupéry , do anarquista inglês George Orwell , e até com o brazuca Apolônio de Carvalho !


O filme mostra através de personagens fictícios como o que poderia ter sido a única revolta popular socialista legítima na história da Europa ocidental , acabou se fragmentando , em parte por causa de um dos seres mais monstruosos da história : Stalin . Um filme obrigatório para quem ama história . Independente de ideologias políticas, um autêntico grito de liberdade ( No pasaram ! )

Titulo original : Land and freedom
Ano : 1995
Diretor : Ken Loach
País : UK / Espanha / Alemanha / Itália
Awards : Cannes / Prêmio César França / Prêmio Goya / New York Film Festival / Thessaloniki International Film Festival / Prêmio de cinema argentino Condor de Prata / BAFTA Awards / European Film Award / Turia Award Valência / Sant Jordi Awards Barcelona / French Syndicate of Cinema Critics

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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A Grande testemunha


Balthazar é um nobre burrinho cuja vida é toda retratada nessa curiosa obra, desde a sua infância mágica adulado por crianças que o amavam, até alguns maus bocados que o destino lhe prepararia na vida adulta. Em paralelo, é contada a evolução na vida dos seus diversos proprietários e das pessoas que o cercam com o passar dos anos. Mas a mensagem central é clara: quem seria afinal o verdadeiro animal irracional, o burro ou o homem ?



Esse filme é uma bonita parábola do diretor francês Robert Bresson (de O dinheiro, já postado aqui), que por sua vez era um dedicado interessado em valores como ética, virtude, pureza; sempre mostrados em contraponto com os piores vícios da natureza humana. A partir dessa antítese Bresson, u dos patronos da Nouvelle Vague, conduzia os seus filmes com a austeridade costumeira, economia e estranheza eventual, mas sempre com sensibilidade acima do comum.


Um filme puro e metafórico, que de forma alguma encontraria lugar no pragmatismo do cinema atual, como bem disse o sempre afiado Godard, um grande fã de Bresson: "Esse filme sintetiza o mundo em uma hora e meia." Nada poderia estar mais correto. Um filme que é o próprio triunfo da simplicidade.  Sem dúvida uma das obras mais necessárias e emblemáticas de todo o cinema francês, e que deve ser devidamente esmiuçada por todo cinéfilo aplicado.



Título original : Au Hasard Balthazar
Ano : 1966
Diretor : Robert Bresson
País : França / Suécia
Awards : Adelaide Film Festival / Mar del Plata Film Festival / Wisconsin Film Festival / Vienna International Film Festival / Festival de Veneza

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Encurralado



Em 1970 , um desconhecido moleque de 22 anos recebe um telefonema com alguém lhe dando a chance de rodar seu primeiro longa, com um argumento bastante simplista, do tipo gato e rato: um pacato cidadão de classe média é perseguido por um caminhoneiro homicida durante uma viagem rodoviária de rotina. Só isso. Para completar  o desafio, o garoto teria pouco tempo e dinheiro para filmá-lo, inteiramente em locação, o que acabou fazendo em míseros 13 dias. O filme se tornou um dos grandes momentos do cinema americano, e o rapaz viria a se tornar um ícone do cinema do século 20, Steven Spielberg.





É interessante que Spielberg, hoje um gigante dentro da industria, possa ostentar um film cult desse quilate, e de tamanha qualidade, na sua filmografia multiplatinada. O filminho é uma jóia: cheio de frescor inventivo, lindamente paranóico, e sofisticado, saído da lente de um rapaz que respirava cinema desde a infância. Depois disso ninguém mais seguraria o cara. O filme é também um sintoma maior da new wave americana, espécie de atualização tardia do cinema de modernismo europeu do pós guerra, contextualizada para a realidade yankee à partir de meados dos anos 60 (qualquer dia escrevo seriamente sobre isso por aqui)



Eu tive bons momentos com esse filme, que assisti algumas vezes no corujão, e recentemente me bateu uma saudade dele, justamente refletindo sobre como a força criativa de um iniciante, salvo algumas honrosas exceções, costuma se diluir com o tempo. Spielberg é com certeza um diretor de grande controle da técnica, mas na minha ridícula opinião, se mostraria através dos anos um realizador de carreira um pouco irregular (até mesmo pela característica de ser o camaleão que é). Porém, sem dúvida, é um grande diretor que já escreveu seu nome na história, e Duel estárá sempre entre a nata da sua produção.





Título Original : Duel
Ano : 1971
Diretor : Steven Spielberg
País : USA
Awards : Festival de cinema Fantástico de Alvoriaz / Globo de Ouro / Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films / Toronto Film Festival
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domingo, 24 de janeiro de 2010

Sweet Sweetback's Baadasssss Song



Sweetback é o cara , um malandro agulha que ganha a vida como insáciável comedor em um show erótico num horroroso puteiro do gueto negro de South Central Los Angeles . Um dia , ao ver um brother Pantera negra brutalizado por dois policiais brancos , Sweetback ataca os homens com extrema violência. Perseguido e acuado , precisa fugir a todo custo.



Baadasssss Song é muito mais um manifesto do que propriamente um filme. Uma obra tosca , feita na base da brodagem com atores amadores e que custou alguns punhados de dólares (bancados pelo comediante negro Bill Cosby !!). Mas o que falta de primor artístico nesse filme , sobra em importância histórica ! Um brutal panfleto que conclama à revolução em tom bem alto , e gritado na cara do homem branco (The Man).







Na época em que foi rodado o caos social na América era evidente , e entre tantas difíceis questões , o conflito racial foi o barril de pólvora que explodiu com mais violência em muitas cidades  daquele país , que vivia (vive ?) em um Apartheid não declarado. Os negros , após séculos de servidão e fartos de viverem oprimidos pelo "Homem" , estavam de fato se organizando em nível de guerrilha urbana.



Embora não tenha sido feito com a intenção de ser um Blackexploitation (e ele não é !) , o filme é tido como o marco zero do gênero (Shaft foi lançado um pouco depois) , que reinou absoluto na década de 70  , com  trilha sonora de deep soul denso e psicodélico (como soa o Racional , de  Tim Maia ) , Black powers por todo lado , e ritmo lisérgico e peculiar , é um autêntico fotograma do momento em que surgiu , evocando de maneira violenta e controversa o orgulho do negro americano. Um filme bastante interessante , que na moral , queria mesmo era apagar o incêndio com gasolina ...

Título original : Sweet Sweetback's Baadasssss Song
Ano : 1971
Diretor : Melvin Van Peebles
País : USA
Awards : Nenhum

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Happiness



Esse é um sensacional filme que gira em torno da vida pessoal de três irmas vindas de uma família classe média de New Jersey . A partir disso se desenrolam algumas intrigantes estórias envolvendo além delas mesmas , pessoas com as quais elas se relacionam , sejam na família , trabalho ou vizinhança.




Hapinness é na verdade um carrosel de situações perturbadoras que se passam nos bastidores da aparente normalidade burguesa vendida habitualmente . Usando um tom dark , brutal , mas também muito preciso , o diretor bissexto Todd Solondz vai enfileirando em subtextos os efeitos colaterais do american way of life : frustração , suicídio , fracasso , pedofilia , depravação , homicídio , estupro e outras querelas , e o faz com a mesma dose cavalar de irônia que usou ao chamar de forma demolidora o filme de "Felicidade" , quando na verdade deveria se chamar " Doença" . Um filme forte e admirável !


                                         


Título original : Happiness
Ano : 1998
Diretor : Todd Solondz
País : USA
Awards : Festival de cinema de São Paulo / Independent Spirit Awards / Globo de Ouro / Cannes / Festival de Toronto / Stockholm Film Festival / Chlotrudis Awards / Csapnivalo Awards / Fantasporto / British Independent Film Award / Chicago Film Critics Association Awards / Ft. Lauderdale International Film Festival


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Arranged





Nazira e Rochel são duas professoras iniciantes em uma escola situada no caldeirão étnico-cultural que é o Brooklyn, NY. Nazira vem de uma família síria muçulmana e Rochel de uma família judia ortodoxa, mas ambas começam a construir gradualmente um vínculo de amizade e confiança a despeito de suas origens, já que as duas criam uma identificação por estarem condenadas ao sistema de casamentos arranjados pelos pais, seguindo a tradição religiosa secular de ambas as famílias.



Esse é um bom filme independente americano, leve e interessante, que acerta o tom ao analisar a questão de choques culturais, e da observância de dois ritos religiosos distintos (e tão iguais) frente à natural ocidentalização de uma segunda geração de imigrantes. O filme, baseado em fatos verídicos, foge do clichê ao não retratar as religiões unicamente como opressivas e irracionais, mas conduz o expectador a compreender certos costumes (considerados bizarros por nós ocidentais) à luz da própria visão de mundo que essas culturas possuem. Ou seja, o filme é uma agradável lição de tolerância e respeito, dois tópicos de máxima urgência.




Título original : Arranged
Ano : 2007
Diretor : Diane Crespo / Stefan Schaefer
País : USA
Awards : Jerusalem Jewish Film Festival / South by Southwest Film Festival / Brooklyn International Film Festival / Berkshire International Film Fest / Lone Star International Film Festival / New Jersey Jewish Film Festival / Palm Beach Jewish Film Festival / Vancouver Jewish Film Festival / Troia Film Festival / Copenhagen Jewish Film Festival / Skip City International D-Cinema Festival , entre outros  


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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Kes


Numa ordinária vila industrial ao norte da Inglaterra , onde o inglês falado se parece mais com algum dialeto local , vive Billy , um menino cuja vida não é nada agradável , pois mora com seu irmão boçal e sua mãe fracassada e indiferente, em um verdadeiro pesadelo working class . Trabalha duramente , e na escola é tratado como verdadeira escória ao ser submetido à toda sorte de humilhações. Finalmente Billy consegue achar algo que traga algum sentido à sua vida , pois resolve se dedicar à nobre arte da falcoaria .


Esse é um filme que explora bem a questão social na Inglaterra de então , cheia de resquícios da era Vitoriana (com seu dedecadente sistema de classes e seus bizarros métodos de educação pública) , mostrando de forma bem cruel a vida de uma família operária disfuncional e sem esperanças. No aspecto humano mostra uma sucessão de atos mesquinhos das pessoas , que fazem de Kes  uma obra cinzenta e árida , duríssima mesmo , capaz de fazer brotarem lágrimas nos mais sensíveis. No aspecto histórico dá uma boa olhada na Inglaterra pré Margaret Tatcher , quando o subdesenvolvimento ainda era uma verdade em muitos cantos do velho reino da Inglaterra ..




Titulo original : Kes
Ano : 1970
Diretor : Ken Loach
País : UK
Awards : BAFTA Film Award / Karlovy Vary International Film Festival / Writers' Guild of Great Britain Award

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Adeus meninos


Durante a segunda guerra , na França ocupada pelas forças nazistas, Julien , um menino de apenas onze anos, filho de uma rica família, é enviado pela mãe para um internato católico do interior da França. Ali ele conhece Jean Bonnet , um garoto inteligente e educado pelo qual passa gradualmente a nutrir respeito e admiração. Mas Jean é um menino judeu sob falsa identidade, escondido da perseguição nazi entre os cristãos .




Esse filme teve sua estréia no festival de cinema de Telluride , e ao final da projeção, o próprio diretor Louis Malle estava se desfazendo em lágrimas, pois anos antes havia se auto exilado nos Estados unidos por conta de mau entendidos que culminaram por qualificá-lo falsa e injustamente na mídia francesa como um simpatizante do colaboracionismo franco-nazista na segunda guerra, fato amplamente desmentido neste filme parcialmente auto biográfico.




Malle enfatiza largamente, mesmo como uma declaração de princípios, o odioso papel das milícias francesas colaboradoras, pois aqueles que não conhecem a história estão condenados a repetir os mesmos erros do passado. Louis Malle foi um grande diretor, e essa filme é considerado a sua ultima obra prima, seu canto do cisne, que é de fato uma jóia de grande emoção.





Título original : Au revoir les enfants
Ano : 1987
Diretor : Louis Malle
País : França / Alemanha
Awards : Festival de Veneza / Globo de Ouro / Independent Spirit Award / Singapore International Film Festival / Hong Kong Jewish Film Festival / Manifesto film week Estonia / Buster Children's Film Festival Dinamarca / Oscar / BAFTA Film Award / Bodil Awards / CFCA Award / Prêmio César do cinema Francês / Prêmio David de Donatello / European Film Award / Prix Louis Delluc / ALFS Award , entre outros

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O Cão branco



Na nosso atual reinado do politicamente correto parece inacreditável , mas há quase 30 anos alguém decidiu bancar esse filme que conta a estória de uma atriz de segunda linha que atropela um belo cachorro branco (um pastor canadense) , e compadecida leva o animal para viver com ela. Após recuperado , o bicho se mostra companheiro , dócil e ainda protege a casa . Porém o cachorro revela um segredo sinistro : ataca mortalmente todas as pessoas negras que cruzam o seu caminho.



Esse filme , que na verdade é um baita dog exploitation (gênero mais ou menos comum durante os anos 70), acabou sendo engavetado pelo estúdio que temia algum tipo de represália por causa de sua idéia central e algumas de suas brutais sequências . Resultado : Cult !


Apesar de maniqueísta e óbvio , o filme acaba sendo uma  peça anti racismo e um ataque aos detestáveis rednecks racistas americanos (que moram em trailers e se casam com as próprias irmãs) , isso porque na América até tocar na questão racial já é um tabu , ainda mais da maneira clara (e controversa) que o filme apresenta , ao catalisar em um cão emblematicamente branco todo o ódio racial de uma sociedade. No fim das contas funciona muito bem como uma sessão da tarde , e também como um pequeno tratado de sociologia .




Título original : White dog
Ano : 1982
Diretor : Samuel Fuller
País : USA
Awards : Nenhum

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O Declínio do império americano


Um grupo de pedantes intelectuais canadenses passa o dia nos preparativos de um jantar entre amigos . Enquanto cozinham , bebem e conversam sobre todo tipo de aventuras sexuais em que já se envolveram . Ao mesmo tempo , as respectivas esposas passam o dia entre academia e sauna , enquanto igualmente confessam as suas fantasias e pequenos pecados sexuais umas as outras . Mas é a noite durante o jantar , quando todos se encontram ,  que o drama acontece ..



Esse é um interessante filme de Denys Arcand , em que a "América" do título é o Canadá  (e não a pudica vizinha de baixo !) , onde as pessoas tratam de sexo como uma espécie de parque de diversões de adultos , embora no final das contas , e a despeito de todas as teorias sócio psicanalíticas defendidas pelos personagens ,  a sexualidade humana ainda é um tabu quando se trata da intimidade deles próprios ! Usando uma abordagem cínica , quase constrangedora , o filme funciona como uma boa análise dos valores da classe média , infidelidade , casamento , fetiches , etc , tudo isso aplicado à (de fato) decadente realidade nos relacionamentos burgueses .







Titulo Original : Le déclin de l'empire américain
Ano : 1986
País :  Canadá
Diretor : Denys Arcand
Awards : Cannes / Genie Awards / NYFCC Award / Toronto International Film Festival

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O Outro lado


Em Bremen , na Alemanha , vivem duas gerações de imigrantes turcos : um professor universitário que ensina literatura alemã , o seu velho pai turcão ( um pensionista e  admirador da boa vida ) , e uma prostituta em final de carreira com quem o velho acaba se casando . Esse casamento é a porta de entrada para uma série de surpreendentes mudanças no destino dos três , e também de outras pessoas ligadas a eles ..




Esse magnífico filme captou com perfeição o espírito da Europa atual : multiétnica e multicultural , mas que ainda precisa aprender a lidar com essa diversidade para de fato se tornar a tão propagada "união" européia que pretende ser . No caso aqui são confrontados dois extremos do continente : a gelada e eficiente engrenagem alemã , e a islâmica e passional Turquia , verdadeiro "estranho no ninho" dentro do universo europeu . O diretor Fatih Akin , ele mesmo um alemão de origem turca , dirige com sensibilidade e a segurança de quem conhece muito bem o terreno onde está caminhando , essa linda estória de amor e perdão em meio a dolorosas diferenças . Um filme excelente !



Título orininal : Auf der anderen seite
Ano : 2007
Diretor : Fatih Akin
País : Alemanha / Turquia / Itália
Awards : Cannes / Festival de Berlim / Festival de Bangkok / Karlovy Vary International Film Festival / London Film Festival / Newport Beach International Film Festival  / Palm Springs International Film Festival  / San Francisco International LGBT Film Festival  / Festival de Seattle / Festival de Santa Barbara / Festival de Vancouver / Festival de Toronto /  Bavarian Film Award / Cinemanila International / Prêmio César França / European Film Award / GLAAD Media Award / Miami Gay and Lesbian Film Festival / Prêmio Goya Espanha / RiverRun International Film Festival , entre outros .

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