quinta-feira, 29 de abril de 2010

As Duas Faces da Felicidade


François trabalha em uma carpintaria e vive uma vida idílica ao lado de sua linda esposa , a costureira Thèrese : filhos lindos , sorrisos nos rostos , e a sorte de se amarem e serem felizes mesmo sobrevivendo apenas com o básico. Até que François conhece a linda e simpática funcionária do correio , Émilie , e então ...



Bem , realmente há muitas coisas a se falar desse filme ... Em primeiro lugar , é o primeiro filme em cores de Agnès Varda (de Cléo de 5 às 7 , já postado aqui) , e ela não se fez de rogada ao fotografá-lo com um espetacular colorido , dos mais belos já vistos ,  as cores uivando na tela em tomadas que são verdadeiras pinturas , obras de arte . Junto com as paisagens , proporções e harmonias do filme , tudo contribui para ilustrar o ideal feminino de valores como o casamento , a maternidade e a fidelidade.


Le Bonheur , como muitas grandes obras do cinema francês , é um filme detestado e amado , e com certeza cabível a várias leituras e interpretações . Mas a impressão clara é que Varda lança um olhar bastante cínico , quase de deboche , sobre os frágeis alicerces da monogamia , sobre os valores de uma sociedade falocêntrica e sobre a moral vigentes . Um belíssimo filme , um clássico do cinema francês ...


Título original : Le Bonheur
Ano : 1965
Diretor : Agnès Varda
País : França
Awards : Berlin International Film Festival / Adelaide Film Festival / Berlin International Film Festival / Prix Louis Delluc

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