segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Retrato de um assassino



Filme levemente baseado na história de Henry Lucas, um assassino em série que gostava de variar seus métodos para não levantar suspeitas quanto ao autor dos crimes. Henry tinha um único amigo: Otis , um indivíduo desprezível, fracassado e mero criminoso comum, porém com uma irmã que significava algo para o sombrio coração de Harry.



Curioso e obscuro filme de baixo orçamento que deve agradar aos fãs de slasher, já que há muita escatologia explícita. Entretanto não se trata de um mero lixão, pois o filme não se resume apenas aos maneirismos típicos do cinema trash, ao contrário, o diretor John McNaughton manteve um clima sóbrio durante todo o filme, e deu uma dimensão humana ao personagem, que torna o filme de fato assustador.



Título original : Harry , the portrait of a serial killer
Ano : 1986
Diretor : John McNaughton
País : USA
Awards : Independent Spirit Award / Telluride Film Festival / Boston Film Festival / Chicago International Film Festival / Fantasporto / Splatterfest Film Festival UK / Brussels International Festival of Fantasy Film / Locarno International Film Festival / Catalonian International Film Festival / Locarno International Film Festival

domingo, 30 de janeiro de 2011

The Home Song Stories


Rose é uma bela cantora de um nightclub em Hong Kong . Lá conhece um bondoso marinheiro aussie, e casa-se com ele, mudando-se para a Austrália juntamente com os seus dois filhos. Chegando lá, a inquietação de Rose se mostra maior do que a vida.



Ótimo filme que trata de alguns dolorosos fatos relativos à condição humana, aos olhos de um menino, o filho de rose, que é ao mesmo tempo um observador, e também o narrador que nos conta a estória. Na verdade, o menino é a persona do diretor Tony Ayres, que assume o relato como semi-biográfico. Um filminho simples e surpreendente.



Título original : The Home song stories
Ano : 2007
Diretor : Tony Ayres
País : Australia / Singapura 
Awards : Festival de Berlim / Cannes / Adelaide Film Festival / Sydney International Film Festival / New Zealand International Film Festival / Melbourne International Film Festival / Cinemanila International Film Festival / Edinburgh Film Festival / Toronto International Film Festival / Calgary Film Festival / Palm Springs International Film Festival / Seattle International Film Festival / Arsenals Film Festival Latvia / Asia Pacific Screen Award / Asian Film Award / Australian Film Institute / Awgie Award / IF Award / Young Artist Award 


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Em Segredo




Esma é uma mãe solteira com a difícil tarefa de criar sua filha adolescente sozinha em Saravejo, em meio às cicatrizes e heranças amargas da guerra dos Balcãs, numa Bósnia decadente que tenta se re erguer dos escombros morais desse (pouco lembrado) conflito, em pleno coração da Europa, que há meros 20 anos espalhou a barbárie no pior genocídio desde a II Guerra à acontecer no velho mundo.




A Iugoslávia (ela mesma fruto de uma construção artificial que em ultima análise resultaria no conflito) assolada por aquela guerra civíl terminou por se refragmentar em diversas republiquetas conturbadas, deixando um rastro de xenofobia e ódio racial em um país que acomodava na marra diversas nacionalidades, linguas, religiões e alfabetos. Em Segredo é um bonito filme que mostra esses efeitos colaterais, só que dentro de um pequeno universo pessoal.


Título original : Grbavica
Ano : 2006
Diretor : Jasmila Zbanic
País : Bosnia Herzegovina / Croacia / Austria / Alemanha
Awards : Festival de Berlim / Portland International Film Festival / Moscow Film Festival / La Rochelle Film Festival / Toronto International Film Festival / Festival Morelia México / Tallinn Black Nights Film Festival / Hong Kong International Film Festival / Mar del Plata Film Festival , entre outros

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O Nadador



Neddy é um homem de meia idade , um proto-yuppie dos suburbios verdejantes de Connecticut , que durante um dia de verão , resolve atravessar todas as piscinas da vizinhança até chegar a sua casa . A cada mergulho de Neddy um pouco de sua vida vem à tona , até que se torna claro o porquê de sua jornada aquática.


Filme estranhíssimo , que usa a metáfora da piscina , um símbolo de ostentação da classe média , para transmitir seu comentário sobre o superficial , materialista e deteriorado que permeia o sonho americano , na forma de um caleidoscópio meio desordenado , mas que acaba funcionando bem . Uma obra curiosa , de seu tempo , sobre a decadência moral .


Título original : The Swimmer
Ano : 1968
Diretor : Frank Perry
País : USA
Awards : Athens Film Festival

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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Metal: uma jornada Headbanger






Quando eu era criança eu tinha medo de heavy metal, tinha medo do som e das capas do discos. Mas na adolescência, já ciente de que toda a aparência maléfica era uma piada, passei infinitas horas escutando Led Zeppelin, Iron Maiden, Kiss, e sobretudo Black Sabbath.  Embora sempre me sentisse muito mais seduzido pela anarquia Punk (e portanto "anti-metal") dos três acordes e tenha sido o grunge (justamente um subgênero do metal e do punk !) que me fez comprar uma guitarra e passar horas fazendo todo tipo de ruídos estranhos, não há como negar a influência do metal na formação de minha estética roqueira. E me atire uma pedra quem nunca tocou air guitar escutando alguma canção de metal.





Depois da maturidade descobri que não havia fronteiras na música e passei a explorar todo tipo de gênero musical sem preconceito algum, embora o cabelo longo tenha ficado de recordação. Porém, existe um tipo interessante de roqueiro cujo sectarismo e consciência tribal beira o patológico : o metaleiro, aquele cara devoto religioso do metal, cabeludo e sempre de preto, quiçá de coturno, e que embora tenha o coração mole e seja um intelectual recluso, não tolera qualquer tipo de manifestação sonora que não seja o metal. É o metal ou nada. Você com certeza conhece um cara assim (se não for o próprio!), pois eles são muitos, de todas as idades, e para ser sincero, tenho uma grande empatia por todos eles e seu idealismo quase romântico.






Esse excelente documentário é um mergulho nesse curioso universo cultural, este império da testosterona, este magnífico circo chamado de metal, que de tão fragmentado em subgêneros necessita de um trabalho enciclopédico para ser catalogado : hair metal, thrash metal, black metal, death metal, speed metal, e por aí vai. O antropólogo e diretor Sam Dunn explora cada faceta desta idiossincrática cultura, sua fauna e habitat  "que é enorme e ainda assim desconhecido por muitos", desde o metaleiro americano médio bebedor de cerveja e "party-on" até a turma norueguesa que leva o papo do satanismo a sério e queima igrejas para passar o tempo. Um filme sensacional !





Título original : Metal: A Headbanger's Journey
Ano : 2005
Diretor : Sam Dunn / Scot Mc Fadyen
País : Canadá
Awards : Lowlands Festival Holanda / Toronto International Film Festival / Oslo International Film Festiva / In-Edit Barcelona Film Festival / Jakarta International Film Festival / Thessaloniki Documentary Festival / Wisconsin Film Festival / Gemini awards Canada


                 

sábado, 22 de janeiro de 2011

Aguas Turvas


Jan é um detento prestes a ser colocado em liberdade condicional . Sua difícil estadia na prisão , constantemente espancado pelos demais presos , se deve à natureza edionda de seu crime : o assassinato de uma criança . Quando finalmente é libertado Jan vai trabalhar como organista em uma paróquia , onde descobre que mesmo após ter cumprido a sua pena muitos fantasmas ainda podem voltar para atormentá-lo.



Brilhante (e surpreendente) filme norueguês , de excelente e universal argumento , narrado de uma maneira original , com diversos elementos interessantes a serem explorados , e incrívelmente bem realizado . Fica bastante evidente como o trabalho de direção fez toda a diferença aqui , pois seria um filme certamente danificado caso caísse em mãos erradas . Nota 10 , altamente recomendável .

Título original : De Usynlige
Ano : 2008
Diretor : Erik Poppe
País : Noruega / Suécia / Alemanha
Awards : Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro / Cannes / San Francisco International Film Festival / Istanbul Film Festival / Seattle International Film Festival / Noorderzon Festival Groningen / Ghent International Film Festival Bélgica / Amanda Awards Noruega / Hamptons International Film Festival


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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Motor Psycho


Uma gang de três motoqueiros liderados por um sádico veterano do Vietnã ganha o deserto da California e ingressam numa inexplicável orgia de atos de violência e ataques sexuais. Ou seja , basicamente o mesmo argumento de Faster Pussycat ! Kill ! Kill ! , porém aqui há uma inversão de papeis . Sai de cena a anima feminina e entra em cena o animus masculino . Mas a boçalidade continua alta e a trilha sonora na esfera celestial .


Mais um clássico de Russ Meyer , o profeta de uma era pré-silicone , e seu mundo idealizado de violência , sexismo , humor negro , perseguições automobilísticas e mulheres deliciosas . Curiosamente é tido como o primeiro filme a retratar um ex combatente do Vietnã como portador de sequelas psicológicas . Fora isso é o habitual desfile de brutalidade e demência típicos do diretor. Pura diversão B .




Posteriromente (sobretudo com a chegada dos anos 70 e o ambiente social mais permissivo), Meyer , ainda fixado em peitos e bundões , dirigiu uma sequência de filmes basicamente eróticos , de teor soft-core , e que embora fossem Ok e ainda tivessem alguns dos elementos típicos de sua obra , acabaram resultando em meros filmes Trash convencionais . Mas o néctar ficou imortalizado em celulóide , nessas duas postagens deste humilde Blog em homenagem à este influente diretor ..


Título original : Motor Psycho
Ano : 1965
Diretor : Russ Meyer
país : USA
Awards : Nenhum

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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Faster Pussycat ! Kill ! Kill !


Três dançarinas go-go viajam pelo deserto de Mojave em busca de emoções genuínas. Lá encontram um desavisado casal de namorados e então se inicia uma longa sequência de atos de violência . Essa é a obra-prima de Russ meyer (que ao lado de Roger Corman e John Waters forma a santíssima trindade do cinema B norte americano) , um filme cheio de sexualidade reprimida , violência gratuíta , atuações afetadas e teatrais , diálogos rasteiros . Um luxo , enfim .



Russ Meyer sempre foi fixado no arquétipo das Vixens : mulheres fortes , dominadoras , opulentas e vulgares . Nos seus inúmeros filmes de baixo orçamento a imagem destas mulheres sempre contrastavam com a de homens fracos e submissos , a quem geralmente eram direcionados os atos de violência , tudo isso numa época em que uma simples insinuação sexual condenava o filme à guilhotina ou o relegaria à salas pornô.



Sem qualquer traço acadêmico , se aproveitando de esteriótipos e atacando a moral bundona da América , Meyer elevou a frivolidade e o mau gosto a um status de cult , já que o filme é uma espécie de protótipo do gênero exploitation , e sempre citado como referência em inúmeros campos da cultura pop , da música (The Cramps) , ao cinema (Tarantino não se cansa de parasitar Russ meyer , dá até vergonha ) . Uma jóia . Clássico !! ...

Título original : Faster Pussycat ! Kill ! Kill !
Ano : 1965
Diretor : Russ Meyer
País : USA
Awards : Nenhum

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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Possession


Mark é um agente do serviço secreto lotado em Berlim ocidental durante a guerra fria . Em casa as coisas não estão nada boas , e sua linda esposa Anna está distante e agindo de maneira estranha , a despeito do mal que podem causar em seu pequeno filho Bob . A tensão do casal acaba explodindo de maneira surpreendente.



Espetacular e intenso filme do diretor polonês Andrzej Zulawski , que parte de um doloroso drama doméstico , e de suas consequências terríveis , se valendo de metáforas interessantes para chegar à outras esferas , notadamente : política , sociedade e religião. Andrzej havia sido escurraçado à pouco da então comunista Polônia , e também saído de um divórcio , estava com a lente afiadíssima .



O filme é estrategicamente ambientado em Berlim , simbolo da divisão do planeta nos anos da guerra fria. Um casal a beira da ruptura numa cidade rasgada em duas partes . Jung sempre usava a comparação da dissociação consciente/incosciente com o muro de Berlim : um mundo esquizofrênico , dividido em dois , que cria seus próprios "monstros" , assim como a bela Anna . Um filme muito foda ...



Título original : Possession
Ano : 1981
Diretor : Andrzej Zulawski
País : Alemanha / França
Awards : Cannes / Fantasporto Film Festival / BAFTA Film Award / Prêmio César de Cinema Francês / Festival Internacional de Cinema de São Paulo



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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Simão do deserto


Simão é um homem santo , que em sua busca espiritual desesperada por estar mais perto de Deus , se torna um hermitão no meio do deserto , onde se esforça para manter o seu padrão ascético e assim resistir ao Diabo , que lhe tenta seduzir frequentemente , sob a forma de uma linda mulher .


Filme supimpa que retorna ao antigo tema predileto de Nietzstche : o cristianismo é a irracional negação dos instintos , da natureza humana e da própria vida em si . Realizado justamente quando o cinema de Luis Buñuel , o mestre , começava a tomar a forma pela qual o tornaria célebre.


Buñuel (auto-exilado no México) não conseguiu realizar o filme na forma completa com a qual o idealizou (o filme tem apenas pouco mais de 40 minutos) , mas o recado é muito bem dado , e o inferno que ele nos apresenta (inferninho ?) é pra lá de cool , e eu iria para lá agora mesmo !

Título original : Simón del Desierto
Ano : 1969
Diretor : Luis Buñuel
País : México
Awards : Festival de Berlim / Ciclo Todo Buñuel Argentina / Festival de Cinema de Veneza

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Taxidermia



Taxidermia é um filme de aspecto surreal e teor fantástico que acompanha a vida de três gerações de uma mesma família hungara , desde meados da segunda guerra , até os dias atuais , cada qual com a sua peculiar anormalidade . O primeiro é um soldado de enorme apetite sexual , que deseja ardentemente as esposas e filhas dos oficiais e superiores , e desenvolveu uma técnica masturbatória que transforma seu pênis em um lança chamas .



O segundo é um atleta da era comunista que participa de competições de speed-food , (ou seja , quem consegue comer mais em menos tempo) , cujo amor por uma atleta feminina do mesmo esporte é posto à prova . O terceiro é um tímido e solitário taxidermista que desenvolve um bizarro processo de auto historificação .


Taxidermia é um filme perverso e desconfortável , cheio de fluidos , visceras e bestialidades , e talvez por isso desperte um certo fascínio macabro ao percorrer o terreno de nossos instintos mais primitivos , com o mais apurado cinismo e deconsideração . Vômito e demência , mas com certa classe , à moda Magyar. Um filme extravagante e de lenta digestão. 



Título original : Taxidermia
Ano : 2006
Diretor : Gyorgy Palfi
País : Hungria / Austria / França
Awards :  Cannes / Moscow Film Festival / Helsinki International Film Festival / London Film Festival / Cambridge Film Festival / Mar del Plata Film Festival / Osaka European Film Festival / Festival Internacional de Cine Contemporáneo de la Ciudad de México / Hong Kong International Film Festival / Hungarian Film Festival , entre outros

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domingo, 9 de janeiro de 2011

Nói , o Albino



Nói é um garoto que vive uma vida ordinária em um vilarejo remoto da (remota) Islândia . Como Nói é um menino prodígio , sua inadequação é exponencialmente elevada , e o único raio de esperança em sua insuportável vida parece ser a chegada da linda Iris na vila.


Belo filme , que tem o seu caráter trágico sublinhado por ser ambientado na Islândia , aquela rocha vulcânica destruidora repleta de paisagens monstruosas , surrealistas e fantasmagóricas , mas também dotada de maravilhas estranhas e sedutoras .. Rumo à estação Islândia !

Título original : Nói albínói
Ano : 2003
Diretor : Dagur Kári
País : Islândia / Dinamarca / Alemanha / UK
Awards : Rouen Nordic Film Festival / Cannes / Moscow Film Festival / Brussels European Film Festival / Cinemanila Film Festival / Vienna International Film Festival / Copenhagen International Film Festival / Auckland International Film Festival / Hong Kong International Film Festival , entre outros

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sábado, 1 de janeiro de 2011

Viva la Muerte !


Durante a guerra civíl espanhola , Fardo é um menino que sofre pelo desaparecimento de seu pai comunista . Sua mãe lhe contou que após ser preso seu pai teria sido executado pelos fascistas . Porém , mais tarde , Fardo descobre que sua mãe católica ferrenha e portanto simpatizante dos nacionalistas , foi quem entregou seu pai às autoridades . A partir daí o menino passa a experimentar um grande conflito expresso através de impressionantes imagens do seu inconsciente : por um lado alimenta fantasias edipianas por sua linda e adorada mãe , e por outro execra o seu ato de mentira e traição , juntamente com a fé católica que a motivou.




Viva la Muerte é o desbunde mais radical de Fernando Arrabal , que como já foi dito aqui , é um dos criadores do movimento pânico de teatro , juntamente com Jodorovski . Como discípulo de seu compatriota Buñuel , Arrabal levou ao extremo as idéias do mestre , e produziu este fabuloso filme cujo teor de surrealismo e escatologia é suportável apenas por fãs do gênero , ao catalisar toda a sua frustração e revolta na forma de imagens tão perturbadoras quanto fascinantes. Viva la Muerte é o ataque cinematográfico mais pungente à ditadura de Franco , que já impregnava a Espanha havia décadas.





O filme é ambientado na Espanha , porém Arrabal estava banido do país , e portanto produzia seus filmes no exílio . Por esse motivo Viva la Muerte foi rodado na Tunísia , e pela mesma razão é falado em francês . Outras referências ao norte da Africa espalhadas pelo filme lembram que foi justamente dali (no Marrocos) que a guerra civil espanhola teve início. Através das desconcertantes fantasias infantis de Fardo o diretor ataca todo o sádico e o grotesco do regime fascista (sem esquecer da covardia cometida contra Garcia Lorca) , assim como reduz a pó a maior aliada dos nacionalistas : a igreja católica. Enfim , Viva la Muerte é muito foda , clássico do cinema marginal , ícone dos midnight movies e visualmente inacreditável .


Título original : Viva la Muerte
Ano : 1971
Diretor : Fernando Arrabal
País : França / Tunísia
Awards : Telluride Film Festival / Cannes


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