terça-feira, 12 de abril de 2011

Lola Montes



Por : Tom Leão

Graças a Criterion e a internet, pude, enfim, ver a versão restaurada e definitiva de 'Lola Montés', um daqueles filmes obrigatórios no currículo de cinéfilos. Na verdade, eu vi uma cópia relançada no Paissandu, em algum momento dos 80s, só que não lembrava de absolutamente nada. Apenas que era um filme fascinante e grande, feito para ser visto em telão Cinemascope. Agora, tive de ver em 47 polegadas, mas numa cópia de blu-ray muito boa. Além disso, a versão Criterion traz o filme montado do jeito que o diretor Max Ophüls (que morreu logo após) queria, e não como foi lançado nos cinemas em 1955, em ordem cronológica. E que, na época, foi um fracasso.




O filme conta a história (real) da cortesã Lola Montés (na verdade, uma irlandesa nascida Eliza Rosanna Gibert), que, através da arte da dança e da sedução (tinha corpo e rosto lindos), foi amantes de nomes como o compositor Franz Liszt e do rei da Baviera -- the power of the pussy --, até acabar a farra e se exilar nos EUA, onde virou atração circense (!). As pessoas iam lá para ver a mulher à frente de seu tempo, que botou a Europa a seus pés e provocou revoluções. Além da entrada para o espetáculo, pagavam um dólar (do Séc. 19) só para pegar em sua mão!



Sua vida é contada num picadeiro de circo, com numeros que reproduzem alguns momentos que estão sendo narrados se intercalando com cenas em flashback. Dá para notar onde foi que o Baz Luhrman se inspirou para fazer certas cenas de 'Moulin Rouge'. O filme (que rola em francês, alemão e inglês) é uma cascata de cores, sequencias muito bem feitas, cenários e visuais maravilhosos (de fazer babar galera de foto e moda). O diretor, em seu primeiro e unico filme colorido, foi perfeito em sua reconstituição de época e ao dar um toque pessoal à narrativa.




A atriz principal, Martine Carol, foi quase uma reencarnação de Lola, uma femme fatale francesa dos anos 1940 e 50, que teve vários casos famosos (e uma série de filmes em que interpretava mulheres sexy e decididas) e saiu de cena após a chegada de Brigitte Bardot; Morreu cedo, 47 anos, supostamente suicídio (o qual ja havia tentado antes do filme, o seu maior sucesso), já que ela não suportava ficar velha e ver a sua beleza ir embora. Era realmente estonteante...

Tom Leão
Blog

(N. do E.) : Tom Leão é jornalista , crítico musical e de cinema , escritor , DJ (Ziggy) , e também edita o lendário caderno de cultura pop e alternativa, Rio Fanzine , para o jornal O Globo . Valeu pela gentileza Tom , o filme é 10 !... )

Título Original : Lola Montes
Ano : 1955
Diretor : Max Ophüls
País : França / Alemanha / Luxemburgo
Awards : Toronto International Film Festival / Franco-German Film Festival (Czech Republic) / Athens Film Festival / New York Film Festival / Cinema St. Louis French Film Festival / Milwaukee Film Festival Winter Edition


DVD

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Um comentário:

  1. vader, gostaria que, embaixo de meu nome, vc botasse link pro meu blog em vez do email do rio fanzine, pf. obrigado. ficou bacana o visual.

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