domingo, 14 de agosto de 2011

O Retrato de Dorian Gray



Dorian Gray é um jovem aristocrata britânico, que em meio às incertezas da juventude deixa-se influenciar pelas idéias de Lord Henry, um verdadeiro profeta do hedonismo, firme defensor de um ideal de vida baseado na beleza física e no prazer sem limites. As idéias cínicas e egocêntricas de Lord Henry acabam seduzindo o inocente Gray, que logo desejará ardentemente para si nada além do que manter sua bela figura e juventude para sempre. E Gray acaba conseguindo o que deseja, de uma maneira bastante interessante: um espetacular quadro pintado por seu artista pessoal, Basil Hallward, iria se decompor em seu lugar, enquanto o jovem permaneceria como um "Adônis feito de marfim e pétalas de rosa" eternamente...



Trata-se de uma adaptação magnífica da célebre obra de Oscar Wilde, o iconoclasta escritor irlandês que apavorou os bons costumes da velha Inglaterra em plena era vitoriana. Wilde era um sujeito culto e muito eloqüente, mas também excêntrico e mundano, cujos hábitos de vida incluíam bebedeiras, noitadas, e a então inadmissível prática do "amor que não ousa dizer o nome". Por causa deste hábito, Wilde, notório amante de diversos rapazes, acabou por ser preso acusado de sodomia, prática que era considerada criminosa no Reino Unido de então.


O filme é uma adaptação bastante fiel do livro. Por força das circunstâncias (é um filme de 1945 e produzido por um estúdio prestigiado) retrata a óbvia questão gay de maneira um tanto quanto velada, nas entrelinhas, porém evidente o bastante para ser percebida. Aqui e ali transbordam referências pessoais do próprio Wilde, além da homossexualidade, como o forte apego estético, a extravagância, o dandismo, a decadência, a misoginia, e sobretudo o narcisismo, o traço mais comentado de sua personalidade, pois afinal há um tanto de narcisismo no amor entre iguais, onde de certa forma busca-se a imagem de si mesmo no outro. Considerado como uma obra prima da literatura de língua inglesa, trata-se igualmente de um filme obrigatório.

Título original: The Picture of Dorian Gray
Ano: 1945
Diretor: Albert Lewin
País: USA
Awards: Globo de Ouro / Hugo Awards

DVD

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sábado, 13 de agosto de 2011

Micmacs à tire-larigot



A industria armamentista francesa tem uma ligação mórbida com o extravagante Bazil: seu pai foi morto por uma mina terrestre no Maghreb, e ele próprio carrega uma bala de revólver alojada em sua cabeça. Excluído da sociedade, ele se vê acolhido por um grupo de talentosos catadores de lixo, que elaboram um plano pacifista genial: tirar os barões da industria bélica fora do caminho da humanidade.




O trabalho de Jean Pierre Jeunet é fantástico. Sem dúvida ele é um dos grandes do cinema. Colecionando filmaços, mantém-se fiel à sua linguagem de cinema: fantasiosa, colorida e um tanto excêntrica. Desta vez dá uma aliviada na sua peculiar pegada surreal, mas mantém tranquilamente a sua assinatura de imaginação nessa obra circense-cinematográfica. Um belo filme !

Título Original: Micmacs à tire-larigot
Ano: 2009
Diretor: Jean Pierre Jeunet
País : França
Awards: Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro / Festival Internacional de Cinema de São paulo / Independent Film Festival of Boston / London Film Festival / Prêmio César de Cinema Francês / Central Ohio Film Critics Association / Gent International Film Festival / Glasgow Film Festival / Hong Kong International Film Festival / Toronto International Film Festival / San Francisco International Film Festival


DVD

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