sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Môjû



Michio é um atormentado escultor cego que torna-se obcecado por uma linda modelo fotográfica, e com a ajuda de sua onipresente mãe, a sequestra e a mantém em um fantástico cativeiro: doentio e claustrofóbico, onde pretende fazer uma estátua definitiva de sua musa maior .





Filme dark, depravado e fantástico, profundamente perturbador, ao mostrar uma relação do tipo mestre e servo que se transforma numa sinistra odisséia de perversão, destinada a chegar até o ultimo e mais revoltante limite sensorial  Uma obra profundamente psicanalítica que faz você refletir sobre o tipo de mente que a teria criado. Um filme de cruel beleza , maravilhosamente bizarro. Fãs de cinema Jap fantástico, não percam!





Título original : Môjû
Ano : 1969
Diretor : Yasuzo Masumura
País : Japão
Awards : Nenhum


                    

Das Boot



Na segunda guerra mundial, um submarino U - Boat alemão parte da França ocupada e ruma para a sua missão: destruir o máximo de metal possível da esquadra britânica. Mas eles não contavam com a boa pontaria dos súditos da rainha, e logo a viagem se transforma em um suplício para os jovens marujos à bordo.



Wolfgan Petersen começou a carreira dirigindo dramas alternativos (como A Consequência ), e filmes para TV, e acabou debutando no cinemão logo com este memorável épico do cinema alemão, que vai muito além do clichê "filme de guerra" ou "filme de submarino", e embora inegavelmente seja ambas as coisas, agrada aos fãs de cinema bem feito e de conteúdo. Clássico...

Título original: Das Boot
Ano: 1981
Diretor: Wolfgan petersen
País: Alemanha
Awards: Japanese Academy of Cinema / BAFTA Film Award / Bavarian Film Award / DGA Award / German Films Award / Golden Camera Germany / Golden Screen Germany / Globo de Ouro / Golden Reel Award USA


DVD

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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Deranged



Ezra é um sujeito de meia idade que ainda é o menino da mamãe, e não consegue separar-se dela nem mesmo depois de sua morte. Para resolver esta questão encontra a solução mais inusitada: empalhar o cadáver da mamãe e mantê-la sob seus mimos e cuidados de sempre. Mas Ezra gosta do que fez, e não quer mais parar..



Filme baseado no caso real de um fazendeiro americano violador de sepulturas e necrófilo, com um resultado final levemente (e involuntariamente) cômico, do tipo alegoria da carniça. Bom para assistir sem compromisso, como puro escapismo, sendo um deleite para os admiradores de filme B e porcarias setentistas. Uma simpatia de filme !

Título original: Deranged
Ano: 1974
País: Canadá / USA
Diretor: Jeff Gillen / Alan Ormsby
Awards: Nenhum

VHS

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Pi



Max Cohen é um atormentado matemático que acredita ser a natureza nada mais do que uma coleção de sequências e padrões numéricos. Progressivamente mais paranóico, passa a procurar por um mítico numeral que irá revelar o enigma da existência. Seu trabalho atrai a atenção de um grupo de judeus cabalísticos que acreditam ser a torah um código numérico messiânico.




Bacana filme independente americano, muito "moderno" para a época, representando de fato uma inovação de estilo, e com a trilha sonora bem hypada de trip hop e coisas quetais. Mistura matemática, metafísica e fantasia, resultando numa boa peça para os admiradores de cinema independente.

Título Original: Pi
Ano: 1997
País: USA
Diretor: Darren Aronofsky
Awards: Sundance / Fantasia International Film Festival / Deauville Film Festival / Vienna International Film Festival / Stockholm International Film Festival / Mar del Plata Film Festival / Thessaloniki International Film Festival


DVD

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terça-feira, 4 de outubro de 2011

L'été meurtrier


Pin Pon é um sujeito honesto, trabalhador e pacato, numa pequena vila do sul da França, que apaixona-se loucamente por Eliane, uma sedutora e estonteante mulher recém chegada na cidade. Porém, aos poucos, a moça vai revelando aspectos muito perturbadores de sua personalidade, resultantes de traumas mal resolvidos na sua infância e história familiar. Logo Pin Pon vê-se completamente envolvido no teatro neurótico de Eliane, arrastando junto dele também a sua família e mesmo a sua própria sanidade.



Taí uma bela peça para os amantes do cinema Francês, e um verdadeiro banquete psicanalítico para os interessados neste tema tão fascinante. O filme parece ter sido feito para ilustrar com clareza todo o colorido de uma neurose histérica juntamente de seus resíduos edipianos. Como se não bastasse, Isabelle Adjani ostenta aqui uma beleza comovente, além da interessante narrativa que expõe a trama sob a ótica de diversos personagens; Um filmaço do cinema francês, com direito à Yves Montand na trilha e tudo mais ...

Título Original: L'été meurtrier
Ano: 1983
Diretor: Jean Becker
País: França
Awards: Cannes / Prêmio César do Cnema Francês


DVD

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sábado, 1 de outubro de 2011

A Última Noite de Bóris Grushenko


Na Russia imperial, Bóris é um sujeito covarde, neurótico e filosófico, que acaba intimado a lutar por sua pátria quando as tropas francesas invadem, sob o domínio de Napoleão. Perdido na situação, acaba por se envolver em uma divertida intriga internacional. Sem meias palavras: trata-se da obra prima de Woody Allen. Woody, como você bem sabe, é Deus, simples assim, e por conta desta verdade incontestável nunca pensei em postar nada neste humilde blog, uma vez que o cara é uma das poucas unanimidades entre os cinéfilos, e todo mundo que ama cinema conhece sua obra de trás para frente. Porém, revendo este filmaço, me dei conta que ele é um dos menos lembrados do cara, e muitos ainda não estão iniciados em seu culto. Sendo assim ...



Parece injusto com todo o resto de sua filmografia nomear esta obra como o ponto máximo de sua criação, mas foi nele que Allen melhor reuniu seus elementos, influências e marcas. Seu gênio enfim. Ele próprio já falou algumas vezes que este é seu filme predileto, mesmo sendo um dos menos amados por seus fãs. Como Bóris, o seu habitual alter-Ego neurótico e filosófico está mais escroto do que jamais esteve ! Bóris poderia ser definido como se Didi Mocó, no auge de sua forma cômica, fosse um personagem de Fiodór Dostoievsky, existencialista e atormentado. Além disso há sua visão afetuosa e fantástica da Rússia Czarista, sobre sexo e depravação, seu culto à filosofia, seu ateísmo, e aí por diante. Como se não bastasse a indefectível Diane Keaton está absolutamente linda em todo seu frescor juvenil.



Um filme autoral é algo que está virtual e tristemente extinto hoje em dia. Mas Allen não conhece cinema de outra forma, e colocou nele óbvias referências à seu mestre Bergman: a personificação da morte do clássico "O Sétimo selo" (só que aqui vestida de branco), assim como refez em paródia a cena do trigo de "Persona". Além disso cita nominalmente "Os irmãos Karamazov" de Dostoievsky, assim como há referências mais ou menos diretas de "O Retorno do Idiota", do mesmo autor. Fique atento, porque há diversos presentinhos aqui e ali, em meio de suas tiradas surreais ou simplesmente panacas mesmo, do tipo sorvete na testa.




Adoro os filmes de Allen ambientados na New York classe média, que é afinal seu meio natural e marca registrada, mas acho que a qualidade vai nas alturas quando se aventura fora de seu mundo. Aqui chama a atenção a qualidade da fotografia, como uma resposta aos críticos que assumem Allen como um cara fraco de técnica. Bullshit ! Essa postagem é também uma homenagem à esse cineasta completo (escreve, produz, dirige e atua) que é um dos grandes mestres. E ele já está velhinho, e me provoca arrepios a idéia de vivermos em um mundo sem Woody Allen, afinal o cara esnobou a academia e sobreviveu para contar. Oh ! A humanidade ! ...

Título Original: Love and Death
Ano: 1975
Diretor: Woody Allen
País: França / USA
Awards: Berlin International Film Festival


DVD

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