sábado, 14 de janeiro de 2012

Vase de Noces (a.k.a The Pig Fucking Movie)



Um jovem vive isolado em sua fazenda cuidando de seus afazeres quando apaixona-se perdidamente por uma leitoa. Casa-se com ela, e a união do casal gera filhotes híbridos, aos quais o fazendeiro cuida com o maior esmero, e tenta educá-los à maneira humana. Mas seus planos não são bem sucedidos, o que faz que suas pulsões de morte sejam afloradas, numa sequência de eventos sombrios e repelentes.



Um dos filmes mais bizarros (senão o mais) jamais produzido, totalmente hermético e que não contém qualquer diálogo. Um devaneio esquizóide só acessível aos apreciadores de cinema art house, e embora seja difícil qualquer tipo de abordagem ou leitura desta obra, senão a constatação do caos e da loucura, há algum traço de indefinível ternura em meio à tantas aberrações.



Esse filme conseguiu a proeza de ser banido da Australia na época do seu lançamento, país célebre por seu liberalismo (embora depois tenha sido liberado), e ao longo dos anos vêm conquistando maior respeito e visibilidade dos fãs de cinema marginal, que se aventuram nesta breve jornada de bestialismo, coprofagia e insanidade. Assista por sua conta e risco.


                                     






Título Original: Vase de Noces (a.k.a The Pig Fucking Movie)
Ano: 1975
Diretor: Thierry Zéno
País: Bélgica
Awards: Perth International Film Festival / New York New Directors and New Films Festival / Chicago International Film Festival / Karlovy Vary Film Festival / Bradford Film Festival / Locarno International Film Festival

5 comentários:

  1. Olá Lord Vader! Saudações do Sul!
    Por que será que hoje em dia é difícil ficar REALMENTE chocado com esse filme? Pode parecer "tolinho" da minha parte, mas pensei no sofrimento dos animaizinhos que foram "atores" no filme, até porque assépticos dizeres "nenhum animal sofreu ...etc" não constam dos créditos (????) do filme tal qual os deste nosso século XXI. Bem, por essa lógica entram também no rol de fuck off animals Pink Flamingos, O Ladrão, Sua Mulher etc. Como todo o filme de "arte underground" este tb é um pouco chatinho. Mas com certeza, quem diz que curte cinema deve assisti-lo.

    Well, aqui não é exatamente o espaço, mas se milord puder, por favor faça um post de NICO - ICON. Se não conseguires legendas em português pode ser em inglês mesmo, ok?

    Abs porto-alegrenses

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  2. Olá,
    apenas assinando o livro de visitas, agradecendo pelo blog. :)

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  3. Obrigado a vc LUH !Apareça sempre, vou postar agora com mais periodicidade .

    [ ] s Vader !

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  4. Olá Lord Valder! Pois bem, o filme em si me causa um certo impacto. Talvez não seja pelo fato em si da morte dos animais ou coisa parecida mas o que me faz enroscar a mente é o fato de me deparar com "estas loucuras" e insanidades que o personagem nos apresenta. O ser humano e seus mistérios, seus mundos e particularidades ele é e sempre será um mistério repleto de agonias.
    Já sobre a estética do filme acho super bacana. Este minimalismo cru e continuo é algo que me atrai. Gosto da trilha e ela passa a ser peça fundamental para a composição da obra. Como o João Inacio bem disse acima:
    Por que será que hoje em dia é difícil ficar REALMENTE chocado com esse filme? Acredito que seja pelo fato de tudo está tão banalizado que trazer o contexto da loucura do filme ou do personagem para os dias de hoje vem a ser algo "comum". Mesmo assim me espanto com o que vejo, trago para as minhas reflexões e pergunto-me o que seria capaz de fazer em insana consciência. Por outro lado penso sobre como se deu processo de criação deste filme e os porquês. Sadismo? prazer? impacto pelo impacto?
    Não sei. e pra finalizar pergunto-me: O que pensaria Constantin Stanislavski sobre o ator Dominique Garny? Agora faço-me outras indagações como ator. Até onde vai os meus limites ou permissividades para a construção de um personagem.
    Valeu !

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  5. Exato. Esse filme leva ao extremo a transgressão das regras do cinema institucionalizado: narração, mise-en-scène, atuação, etc. Eu o considero como um filme manifesto, um foda-se estético. Chocar ou não chocar é secundário. Abs !

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