terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Camille Claudel




Excelente filme que narra, de maneira romanceada, os anos criativos da escultora francesa Camille Claudel, assim como seu expiral descendente rumo à alienação, ostracismo e loucura; sobretudo por conta de sua indelével ligação com Rodin, tido como um gênio do ofício, e de quem foi, além de aluna, sua mais célebre amante e parceira criativa.




Camille realmente tinha fama de não regular muito bem. Mimada, nutria uma forte relação edipiana com o pai, junto de uma inevitável hostilidade mútua com sua mãe, e ainda, uma ocasional relação incestuosa com seu irmão, que viria a tornar-se o conceituado diplomata e poeta francês Paul Claudel. Vendo em Rodin, seu mestre, muito mais velho do que ela, uma forte referência paterna, se entrega avidamente a esta relação romântica idealizada, mas que por outro lado lhe traz também a maldição de viver eternamente como uma artista à sombra do ídolo-amante.




A bela (até no nome) Isabelle Adjani, que já havia vivido o papel de garota mimada em L'Été Meutrier, vai além da simples imitação, imprimindo grande força à sua personagem (que lhe valeu uma indicação ao Oscar de melhor atriz), que ao longo de quase três horas de filme, trava uma luta de egos declarada ou não com Rodin (Depardieu, 25 anos antes de se tornar cidadão russo), que foi, ao mesmo tempo, sua glória e sua ruína. Um filme muito bom ..




               



              



Título Original: Camille Claudel
Ano: 1988
Diretor: Bruno Nuytten
País: França
Awards: Oscar / Berlin International Film Festival / Prêmio César de cinema Francês / Globo de Ouro / New York Film Critics Circle Awards
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