sábado, 26 de novembro de 2016

Aquarius





Aquarius é "o" filme brasileiro do ano de 2016. Nenhuma duvida resta sobre este fato, para o bem ou para o mal. O tumultuado ano em que veio à superfície e a maneira explicita pela qual o seu realizador e elenco se posicionaram ideologicamente em meio à toda agitação politica que o pais atravessava, fizeram de Aquarius um acontecimento maior que o próprio filme em si. Isto dito, não quero de maneira alguma através desta postagem realizar julgamentos de valor acerca de eventuais posicionamentos de quem quer que seja. Longe de mim. Primeiro porque eu sou cínico demais para isso, além de absolutamente agnóstico em relação à qualquer doutrina politica que seja, mas principalmente porque, o assunto aqui é cinema e ponto final. E Aquarius é um filme muito bom. Desprezá-lo por algo tão pequeno quanto mesquinharias politicas, como muitos o fizeram, é uma tolice sem fim. Uma verdadeira babaquice. O cinema é muito maior que isso, e Aquarius não é mero proselitismo ideológico.  

Obviamente conhecemos todos o posicionamento do seu diretor, situado à margem esquerda do espectro politico-social. Por isso acredito que o grande mérito de Aquarius esta na construção de um discurso fílmico, que sim, é  'de esquerda', mas que não se deu através de insistentes declarações de princípios e gritarias sobre 'verdades', mas por murmurantes comentários sociais, escritos através de uma cenografia impecável, entregues ao espectador para que este faça a sua leitura. 

Nada é uma imposição em Aquarius. O filme não esfrega uma foice e um martelo na cara de ninguém. Está longe de ser uma pregação panfletária e cacete como tantos outros, mas seu enunciado se faz simplesmente através de uma sequência de situações urbanas quotidianas. Na verdade não há à priori nada de explicitamente 'político' no filme, apenas acontecimentos banais, que se juntam numa narrativa tão bem construída que cumina afinal numa experiencia fílmica bastante satisfatória, seja você o George Soros ou o Donald Trump. 

Obviamente a recepção do filme pode fazer dele o que bem entender. Para quem quiser transformá-lo num panfleto socialista de diretório acadêmico, certamente estará bem servido. O filme é um herdeiro longínquo (assim como o grosso da produção nacional nas ultimas 3 décadas) da pretensão Glauberiana de se fazer do cinema brasileiro 'uma ferramenta de conscientização ideológica do proletariado', conforme propagou por toda sua curta vida. Desde o advento do cinema novo esta agenda nunca esteve realmente esquecida entre nossos realizadores domésticos. Pelo contrario, ela transformou-se em herança durável e em tradição formal, e funciona como o catalizador de um certo 'status' e certamente moeda de troca para boas notas e afagos da 'critica especializada', tamanha a crença coletiva no dogma de que o cinema tem que ser 'consciente' e 'politico' antes de mais nada. A concepção dialética marxista da historia enxerga o presente não como uma ruptura, mas como um novo conjunto que relaciona dinâmicas do nosso passado e do nosso presente. Assim, dentro deste raciocínio, o cinema brasileiro possui desde o marco zero desta linhagem, o esforço coletivo Cinco vezes Favela, filme-advento do cinema novo realizado em 1962, um suposto 'dever moral' de afirmar que a sociedade brasileira contemporânea é irremediavelmente constituída à partir de elementos e camadas de um passado de escravidão, luta de classe, casa-grande e senzala, etc.  Este é inclusive todo o ponto central da teorização de Glauber Rocha e de sua estética da fome. 

Esta interessante e valorosa ideia acabou porém ao longo dos anos por criar um padrão. Para os seus críticos, a ideia central do manifesto acabou se tornando um clichê ao longo dos anos, repetido ad infinitum, e se tornando finalmente um sub gênero (favela-movie) que tornou o cinema brasileiro internacionalmente visto muito mais como uma curiosidade etnográfica do que como cinema. De fato, uma premissa básica dentro da historia da arte é que quando determinado conceito se difunde à ponto de se banalizar, acaba se esvaziando de sua essência primordial.




Mas o fato de Aquarius estar de certa forma inscrito nesta longa tradição do cinema nacional não faz dele apenas um amontoado de clichês. Longe disso. Se o tema central do filme é sim, uma alegoria óbvia sobre luta de classes, do binômio casa grande-senzala, do arquétipo da mulher sozinha que se bate heroicamente contra a dominação do patriarcado, e claro, não poderia faltar uma menção à ditadura militar, (ou seja, todos temas centrais do debate politico da esquerda brasileira), Kleber Mendonça Filho complexifica as coisas e adiciona temas inerentes à condição humana, sexualidade, solidão, conflito familiar, doença, morte, liberdade, drogas, etc, de modo a criar um discursos fílmico polissêmico e que o coloca em condições de múltiplos usos além da obviedade da pregação marxista. Ele comporta temas que ultrapassam a agenda exclusiva da esquerda, mas que são também prezados pelos liberais de costume, alinhando-se a ideias libertárias ao convocar questões como a união civil homossexual, o uso recreativo das drogas, a questão do racismo que invade o espaço publico, e acima de tudo, o direito sagrado à liberdade de ir e vir e estar onde bem quiser uma vez que você haja dentro dos princípios da lei. O filme respira muitos ares, e é nesta oxigenação que se encontra o seu mérito. 




Por uma destas coincidências interessantes da existência Aquarius conta a historia de uma senhora à ponto de ser despejada de sua casa. Porém esta historia guardava uma estranha sintonia com a senhora da vida real que estava a ponto de ser despejada da presidência da republica federativa do Brasil. Obviamente, o filme foi produzido muito antes dos eventos reais de Brasilia se sucederem, mas dentro do contexto social do pais à época do seu lançamento, o filme foi automaticamente coaptado como um 'simbolo de luta' da esquerda, e instrumentalizado para fins políticos. O ingênuo ato de protesto protagonizado pelo elenco e realizador em Cannes - como são ingênuos boa parte dos ideais e causas 'revolucionárias' em geral - acabou custando caro para o filme, o que foi uma pena. Aquarius passou a ser visto não mais como cinema, mas como fetiche da esquerda. Com isso, uma boa parte da recepção adotou uma posição fóbica em relação ao filme. Nem o poderoso selo da Globo filmes, co-produtora e paradoxalmente espécie de bête noire  alvo da ira de qualquer esquerdista de carteirinha que se preze, serviu para abrandar as coisas. 

Kleber Mendonça Filho virou imediatamente persona não grata, e Aquarius se transformou em alvo de boicotes e linchamentos públicos, acabando por ter uma carreira mais prolifica fora do Brasil, o que é realmente uma lastima.  E uma carreira realmente prolifica, pois o filme tem tido uma distribuição massiva, em mais de 50 países, além de participar de seleções em festivais de peso mundo afora, e ser o foco de debates e conferências em cineclubes pela Europa. Mas no Brasil o ressentimento continuou.

Como cinema, puramente, Aquarius já nasce como grande expoente do Cinema Pernambucano, cuja impressionante força não é novidade para quem acompanha este blog desde o principio. Pelo que tudo indica, será o filme que irá mais longe dentre todos seus congeneres, me permito elucubrar. Até este momento em que nos encontramos, eu diria que Aquarius é o apogeu do cinema pernambucano. 

Existe aliás uma pretensão épica em Aquarius, no bom sentido. Mesmo sendo um filme relativamente 'pequeno', em termos de tamanho de produção. Porém esta vocação esta lá.  Desde sua duração bem maior que a média dos filmes comerciais, até o fato de ser divido em capítulos, dispositivo que por si só conota virtuosidade. Separado em atos, o filme equaciona a tensão dramática em três partes, sinalizando que os cuidados de produção e o estudo da cenografia atingem níveis estratosféricos. Realmente, Aquarius é um prazer para qualquer cinéfilo. Muitos travellings, composições sublimes e apuro técnico invejável. Direção de arte magnifica (cortesia Globo filmes ?) e cuidado meticuloso. 

Uma clara referência histórico poética ilustra tamanho apreço. Um onipresente poster do filme Barry Lyndon, de Stanley Kubrick, o mestre, no meio da sala de Clara, é o elemento cênico cuja intertextualidade possui dupla função: por um lado Kleber Mendonça talvez queira lembrar ao cinéfilo aplicado que houve em seu esforço um cuidado de produção proporcional àquele dedicado por Kubrick, ao seu filme mais artesanal. Por outro ele talvez queira dialogar um pouco com a historia de resiliência e da progressiva decadência que Barry Lyndon enfrenta (inclusive uma amputação) em paralelo à personagem de Sônia Braga em seu Aquarius. De toda forma, há sempre um pouco de apropriação em qualquer forma de intertextualidade, e citar Kubrick é sempre revigorante na experiência cinéfila (outros exemplos de metalinguagem estão no comentário sobre a sala de cinema que desaparece e no 'motivo da janela', amplamente explorado no filme).  Por fim, Sônia Braga. Ela mesmo, contribui para o projeto de grandeza de Kleber, uma vez que é uma atriz de carreira sólida em cinema, uma star cujo nome e rosto já habitam o imaginário cinéfilo internacional depois de muitas décadas.




Um dos pontos chaves do cinema pernambucano é a celebração e o vinculo emocional com a própria terra, no caso a cidade de Recife. Em Aquarius a cidade é mais do que isso, e se transforma em personagem, em mãe violada pela voracidade da especulação imobiliária e demais mazelas sociais, em sintonia com o próprio papel de protagonista de Sônia Braga. Mas Recife também é celebrada na trilha sonora ('Recife tem um coração, Recife tem encantos mil' canta Reginaldo Rossi), em longos planos paisagísticos, em outros em que o nome da cidade é o ponto central da composição, e em outros ainda em que ícones pernambucanos culturais aparecem de maneira indireta, como o CD de Chico Science em meio à ícones internacionais como Edith Piaf, Nick Cave e Leonard Cohen. 

É a cidade reivindicando suas intenções cosmopolitas, continuando uma tradição antiga, quando desde os tempos da Revolução Praieira cria manifestos 'para o mundo'. Apesar das intenções globais, o cinema pernambucano se adéqua finalmente à máxima de Fellini, para quem o verdadeiro artista é antes de tudo um provinciano. Ele busca inspiração no território em que se sente em casa e ali transita com maestria. Seus filmes funcionavam assim tão bem porque se passavam em Roma, assim como Recife é via de regra o universo diegético no cinema pernambucano. Dificilmente existiria Aquarius em Brasilia, Rio ou Belo Horizonte, cidades já demasiadamente petrificadas e empedernidas para abrigar tal trama. 





Há uns 40 anos atrás o filósofo francês Henri Lefebvre, em sua obra Revolução urbana, ao refletir sobre o processo contemporâneo de urbanização, em particular em zonas periféricas como o Brasil e a América Latina por exemplo, defendeu a hipótese de que a evolução urbanística nos anos seguintes seguiria o modelo americano do pós guerra, isto é, o planeta sofreria um processo urbanístico-arquitetural realizado segundo os moldes americanos. 

Na verdade tal molde seria o protótipo de uma sociedade globalizada em cada detalhe, em virtude dos imperativos do mercado e das formas dominantes de produção industrial e do consumo de massa, feita de comportamentos e manifestações culturais homogêneos e alienantes, no sentido marxista do termo. Os anos se passaram e a arquitetura teorizada por Lefebvre finalmente se concretizou. Uma arquitetura e urbanização que são enfim a expressão espacial deste processo de homogenização generalizada, nos moldes da sociedade industrial americana, protótipo do modelo, na qual as pessoas viveriam em impessoais 'máquinas de se habitar'. 

Fazendo um paralelo com o campo cultural seria o mesmo raciocínio de Sigfried Krakauer e metade da escola de Frankfurt. Esse é o ponto central de sua obra clássica "O Ornamento de massa", que trata justamente da produção cultural mundial como um reflexo estético do sistema econômico dominante. A própria presença de uma igreja neopetencostal no condomínio de Clara remete à esta ideia aplicada no plano religioso, isto é, a implantação global de uma nova religiosidade, de criação tipicamente americana, carismática, 'fast food', que se propaga mundo afora em escala industrial.

Refletir sobre os efeitos da homogenização promovida pela globalização, e de como ela afeta diversos setores da sociedade, do seu comportamento e das relações humanas, é o tema central de Aquarius, e em torno do qual orbitam todas as demais questões do filme. Mais do que a constatação de que o litoral brasileiro se transforma pouco à pouco em uma enorme Miami, Aquarius se focaliza sobretudo no aspecto de desumanização que acompanha o processo todo. A derrubada de um antigo prédio de planta baixa, cheio de personalidade, na praia de Boa viagem, para a construção de um impessoal e gigantesco condomínio chamado sintomaticamente de Atlantic Plaza Residence, é uma metáfora de um processo mais amplo e profundo. 



Assim, figurativamente Aquarius faz esta reflexão (pois é afinal um produto do marxismo cultural) sobre um mundo em que as coisas se desumanizam progressivamente em favor de objetivos econômicos maiores. Dessa forma diversos temas flutuantes do filme, como o processo de desmaterialização das mídias musicais, do fim dos discos e da chegada do mp3, das salas de cinema que se fecham, e claro da construções de impessoais 'maquinas de morar', acontecem em paralelo com uma crescente mecanização, embrutecimento e despersonalização das pessoas. Da perda na capacidade de sentir empatia umas pelas outras ou de estabelecerem relações objetais, no sentido freudiano do termo. Tudo na cola do alienante processo de globalização.  

O filme começa nos anos oitenta, de maneira declaradamente nostálgica, claro, para fazer a historia avançar, mas também para ilustrar um tempo não tão distante assim em que as coisas e pessoas ainda pareciam ter algum valor metafisico. Mais do que um romântico exercício de saudosismo, o filme reflete sobre um momento em que havia uma relação objetal mesmo em atos do cotidiano, banais como escutar uma musica em um vinil e cassete, ou tocar em uma fotografia de papel na qual o 'carro era quase como um membro da família'. Os apartamentos e mobiliários valiam mais pela carga emocional que carregavam, pelas historias que neles foram construídos, do que o valor do metro quadrado em si. Assim como pequenos atos do quotidiano perderam sua dimensão objetal, o mesmo ocorreu na interação entre as pessoas. 



Antes de pensar em politica, Aquarius pensa, sem imposições, em como a ditadura do moderno, do pratico, do rápido, do novo, do lucrativo etc, atropela, desumaniza e transforma progressivamente a paisagem geográfica e humana.  Enfim, o mundo esta ficando cada dia mais chato e pasteurizado. 

Aquarius é um filme maniqueísta ?   Certamente, pois cria uma alegoria de dualismo que simplifica demais o embate entre o 'satânico senhor do capital' (cruel, machista, sem limites e sem ética), e a 'pobre senhora indefesa'. Tudo muito simples e esquemático, mas sabemos que o mundo real é muito mais complexo. É necessário colocar em relevo que, em meio à seus efeitos colaterais, o processo de globalização é muito mais esquadrinhado que este diteísmo, e certamente possui aspectos assertivos. 

O barateamento dos processos produtivos, a acumulação de capital e o avanço tecnológico não acontecem sozinhos. Foi graças à globalização, por exemplo, que o custo do processo de produção cinematográfico caiu muito de preço nas ultimas décadas, e em ultima analise permitiu a visibilidade de cineastas independentes e cenas locais. O cinema digital, o advento de equipamentos mais leves, ligeiros e accessíveis. Isso apenas para citar um exemplo próximo do nosso tema central. Tudo isso é fruto do processo de arranha e assopra de uma economia global, que estranhamente nos aprisiona ao mesmo tempo que nos liberta. 

Kleber Mendonça tem o direito de construir um discurso maniqueísta ? Absolutamente. No universo do cinema autoral o cineasta é senhor absoluto de sua obra. Aliás o mundo é livre. 

(Alerta de Spoiler)




Em um nível mais profundo de analise, Aquarius é um filme profundamente psicanalítico. A luta de Clara para manter o velho edifício vivo, existindo em um mundo em constante mutação, é a mesma luta de Clara, ela mesmo, manter-se viva e existindo em um mundo de valores invertidos aos seus, que ela não reconhece mais como o seu velho mundo. A associação inconsciente da ideia do próprio Ego com a ideia de Casa é uma antiga proposição da psicanalise, e que nasceu das teorizações de Carl Jung, discípulo mais amado de Freud, que anos mais tarde se tornaria seu inimigo preferido.  Uma sequencia muito bem construída e que materializa claramente esta associação é a cena do sonho de Clara, em que se vê dentro do apartamento vazio, morrendo sozinha, sangrando e se esvaziando de si. A nítida ideia de Ego e casa se fundindo no inconsciente. Geralmente sonhos cinematográficos são construídos de maneira esquemática e mecanicista, mas Kleber Mendonça construiu um processo onírico bastante impressionante, e que condensa inúmeros afetos de Clara (medo, solidão, 'abandono' dos filhos, sua relação com a doença, sua fragilidade), em uma cenografia interessantíssima, e adaptada aos 'restos do dia' do seu grande drama na vida objetiva, isto é, a perda de seu apartamento. Mais tarde, a ideia é reforçada na sequencia da colonia de cupins que corroem as entranhas do edifício, metáfora perfeita do próprio câncer que consome o seu eu corporal. Dentro deste sonho Clara vê um mulher negra, possivelmente a ama que cuidava dela em meio à doença, que aparentemente subtrai suas joias de um pequeno bau. Este acontecimento realmente ocorreu no passado ou sera que Kleber quis tocar num ponto delicado: por mais progressista que sejam determinados setores das 'elites' brasileiras, ainda assim um preconceito (social e de cor) existira mesmo que latente em algum nível inconsciente bem profundo ?




(Fim do alerta de Spoiler)

Desta forma Kleber construiu em Aquarius uma refinada myse en abyme, uma 'narrativa em abismo', que é de um refinamento impressionante. Isto é, Aquarius é uma grande narrativa que contém a mesma narrativa em diversas camadas dentro de si: Clara, a mulher que luta para se manter vivos seus valores em um mundo em mutação, é a escala pessoal da historia de um prédio de apartamentos que luta para manter-se vivo dentro de uma cidade em mutação, Recife, que por sua vez encontra dificuldade em manter suas peculiaridades como cidade em virtude de uma urbanização padronizada que ameaça suas feições, que por sua vez se situa em um pais que encontra dificuldades para manter suas idiossincrasias dentro de um mundo que se globaliza rapidamente.

Para concluir esta postagem, me pergunto se as pessoas, precisam realmente satanizar uma polissêmica, complexa e delicada obra fílmica unicamente porque o realizador pensa diferente delas em termos políticos ? A resposta parece ser tão simples para mim: se a pessoa física de Kleber Mendonça e equipe assumiram publicamente um determinado posicionamento politico, então que cumpram a contrapartida democrática de escutar aquilo que talvez não queiram ouvir e bola pra frente. Porém o filme realmente nada tem à ver com isso tudo e merece ser admirado por todos, seja você, de novo, o George Soros ou o Donald Trump.

Titulo Original: Aquarius
Ano: 2016
Pais : Brasil
Diretor: Kleber Mendonça Filho
Awards : Biarritz International Festival of Latin American Cinema
International Cinephile Society Awards
Jerusalem Film Festival
Lima Latin American Film Festival
Mar del Plata Film Festival 
Munich Film Festival
Premios Fénix (Fenix Film Awards)
Sydney Film Festival
Valladolid International Film Festival
World Cinema Amsterdam
Zurich Film Festival, entre outros
    


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...